Análise: O Anticristo de Nietzsche
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Há alguns meses atrás, agosto ou setembro de 2007, andando pela livraria que fica do lado de onde moro, livraria que, vale a pena dizer, logo depois retirou 90% das estantes de livros para dar mais lugar a mesas de bar - atividade bem mais lucrativa - Ali encontrei o livro de bolso O Anticristo de Friedrich Nietzsche, a edição simples e barata estimulou-me à compra. Havia conhecido Nietzsche após ler o romance best-seller Quando Nietzsche Chorou de Irvin Yalom, que de tão bom, mas faz ter em mãos hoje os outros best-sellers do autor: A Cura de Schopenhauer e Mentiras no Divã, que merecidamente terão um post assim que terminá-los, mesmo tendo eu, uma visão crítica da posição social-política do autor e suas implicações. O fato é que fiquei encantado com a visão de mundo de Nietzsche. Não conhecia nada sobre sua obra e ter encontrado O Anticristo, ali, pedindo para ser lido foi algo muito gratificante. |
Se fores ler, meu único alerta é sobre os exageros do autor ao atacar impiedosamente a sociedade alemã, a família cristã ocidental e Lutero, não questiono o ataque, somente o exagero e repetições. Incrivelmente, as implicações destas acusações me lembraram do livro – considerado mito – Protocolos dos Sábios de Sião, inclusive são da mesma época, 1885 aproximadamente. Levando em consideração a origem étnica de Nietzsche, teria sido ele um dos participantes do suposto consílio aonde foi escrito o amado e odiado livro que marcou toda a história do século XX?


